EVÉM
ela vinha de tão, tão longe, com wisky cawboy entre os dedos
wisky americano
galopando
e eu via o ventre da egua quando encolhia para dar o proximo passo
ventre molhado de mar
compassado pelas ondas
e era tronco largo, comprido
que ao abraçar chegava até mim
como égua
como água
com malas
e tremores
sem rumores, mas muitos amores: porque eram trotes
relinchadas
galopes
quase afogando
resfolengando
mas emergindo na minha europa
cansada de guerra
na ponta poente
vinha ela égua de wisky entre os dentes
cawboy americano, água nos dedos
luzindo na lusitania
garanhões emaranhando
ridentes, cadentes, poentes
aguadando o seu
reluzir, porvir, estampir...
sim!
6 de maio de 2011
VOU mais ao leste de meu mundo.
enquanto a Lua cheia não mingua,
sinto-me navegar mais fundo.
e ser puxada por uma língua...
dionisíca!
és todo risco e ventura.
avanço de longitudes: em mim tu perduras com uma ternura...
demoníaca!
içar velas! que as terras se abrem em mar!
mediterrando-me vou: não pisco e nem me aturas
porque sou rei e tu és princesa:
thessaloníaca!
me aguarda.
venho do mais oeste de seu mundo
donde a Lua é sempre crescente
e o mergulho em vigília é menos profundo
serás puxada pelas ancas e ilíaco
Atenta atenas!
Haverá discurso em banquete na Ágora:
a dizer que o amor é um vagabundo em desbunde
cambaleando por terras nunca dantes ousadas.
23 de fevereiro de 2011
28 de fevereiro de 2011
Poema de Moema ao cheiro de uma Grécia
VOU mais ao leste de meu mundo.
enquanto a Lua cheia não mingua,
sinto-me navegar mais fundo.
e ser puxada por uma língua...
dionisíca!
és todo risco e ventura.
avanço de longitudes: em mim tu perduras com uma ternura...
demoníaca!
içar velas! que as terras se abrem em mar!
mediterrando-me vou: não pisco e nem me aturas
porque sou rei e tu és princesa:
thessaloníaca!
me aguarda.
venho do mais oeste de seu mundo
donde a Lua é sempre crescente
e o mergulho em vigília é menos profundo
serás puxada pelas ancas e ilíaco
Atenta atenas!
Haverá discurso em banquete na Ágora:
a dizer que o amor é um vagabundo em desbunde
cambaleando por terras nunca dantes ousadas.
23 de fevereiro de 2011
A Primeira porta, porta salônica
Espreitei por um tempo a porta em silencio.
Mas minha égoa afoita desejava atravessá-la.
Eu disse: - queta Elegante! - o nome da égoa - nós estamos de passagem.
- mas quem passa de passagem entra ou espreita? - perguntou-me a égoa.
- antevê.
por entre vê.
e depois transpassa -
Elegante cisma com sombra e não gosta de ficar parada.
acostumada com cancela de sertão queria logo era passar aquela porta instigante.
mas eu lhe disse: - queta!
porta assim agente vislumbra
são os nossos olhos cheios de desejo que alumbram
o adiante
e é assim que o futuro vai se tornando radiante.
Espia Elegante:
lá tem a muralha, a cidade e o mar egeu mediterramando...
alem do mar tem a terra costeada do sul balcanico.
se apertar a vista desperta a Grecia profunda.
e com uma lança se atira no Cairo ou em Jerusalem
só com os olhos a gente vai além.
a gente olha assim um pouco sem precisar passar
só sentindo o corpo se indo...
mas era noite e havia coragem: cutuquei minha égoa na barriga prenhe
alisei sua crina suada
e adentrei a porta sem volta dos errantes viajantes.
28 de fevereiro de 2011

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